Polícia investiga se juíza assassinada foi vítima do ex-marido

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Mesmo após ter recebido quatro ameaças de morte, a juíza Patrícia Acioli Lourival, que foi morta com vários disparos na madrugada desta sexta-feira (12), estava há três anos sem escolta, por decisão do ex-presidente do Tribunal de Justiça do Rio, Luís Zveiter.

Nos últimos cinco anos, ela recebeu pelo menos quatro ameaças graves. Quando era Defensora Pública na baixada, Patrícia já tinha sofrido um atentado.

A juíza foi assassinada na porta de casa em Piratininga, em Niterói, na região metropolitana do Rio, onde morava havia três meses.

De acordo com testemunhas, pelo menos cinco homens em dois carros e duas motos, usando toucas ninja, cometeram o crime.

Eles fizeram ao menos 16 disparos na direção do peito e da cabeça da juíza, que estava em seu carro, um Fiat Idea, na porta do condomínio. Um veículo ficou parado no acesso à casa da juíza para que ela não conseguisse fugir.

O assassinato é considerado prioridade na DH (Divisão de Homicídios), que assumiu o caso a pedido da Chefe de Polícia Civil, Martha Rocha. Os policiais já estão com o computador com as imagens do circuito de câmeras de segurança do condomínio da juíza, que registrou a ação dos criminosos. O carro da magistrada passa por perícia.

Uma das linhas de investigação da polícia vai apurar se ela pode ter sido vítima de crime passional. A juíza é ex-mulher de um Polícia Militar e teria sofrido agressões dele.

A juíza era conhecida por sua atuação rigorosa e tinha um histórico de julgar vários casos contra policiais com desvio de conduta.

Em 2010, ela decretou a prisão de pelo menos quatro cabos da Polícia Militar e uma mulher que seriam integrantes de um grupo de extermínio da Marcha de Vans.

No início deste ano, a juíza mandou prender seis PMs suspeitos de forjar autos de resistência.

Patrícia fazia parte de uma lista com 12 nomes de pessoas supostamente marcadas para morrer, que foi apreendida com um integrante de um grupo de extermínio que atua em São Gonçalo. Ele é apontado como responsável por pelo menos 16 homicídios na cidade nos últimos três anos.

Matéria retirada do Portal R7

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