Mulher ameaçada pelo ex não consegue proteção policial

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Depois de um casamento marcado por humilhações e agressões, a costureira Célia Regina Masson resolveu pôr um basta nessa situação vexatória e se separou do marido. Eles foram casados por 32 anos e, logo depois da união, vieram as agressões. A costureira está divorciada há pelo menos cinco anos, mas seus problemas não acabaram por aí. “As agressões físicas e verbais continuaram. Nesta semana, por exemplo, ele ficou na porta da minha casa esperando pela minha saída. Assim que ele me viu, passou a me ofender e a ameaçar. Estou com medo”, diz a costureira. Célia Regina e os filhos dizem que o algoz ainda por cima é usuário de crack e, por conta disso, é muito violento. “Eu não consigo entender até hoje como ele ainda continua solto, ameaçando a minha vida e a dos meus filhos”, disse ela. Seu ex-marido já passou sete meses na cadeia, depois de invadir a casa da costureira, que foi covardemente agredida por ele. “Naquela ocasião, ele foi enquadrado na Lei Maria da Penha e condenado. Mas, depois que saiu da cadeia, voltou a me ameaçar e, apesar dos meus alertas, as autoridades nada fazem. O Poder Judiciário está esperando o quê? Só depois que eu for morta é que irão tomar alguma atitude?”, critica. O filho da costureira, Felipe de Souza, enviou um e-mail para a redação do JC, em que também retrata o drama vivido por sua família. O jovem explica que, mesmo com as ofensas morais e o constante assédio do agressor, as autoridades sempre apresentam o mesmo discurso. “A polícia fala que minha mãe tem que registrar a ocorrência e esperar. Isso é um absurdo. Já perdemos a conta de quantas ameaças sofremos e, por mais incrível que possa parecer, as autoridades não tomam nenhuma atitude”, observa o filho da costureira. Célia Regina diz que ela e seus filhos estão sozinhos e não têm a quem recorrer. O juiz Durval José de Moraes Leme, da 1ª Vara de Execução Criminal, comenta que entende o drama dessa família, mas que a costureira, em momento algum, está sem o amparo que a lei oferece.

Ele explica ainda que ela pode contar com a proteção da polícia através da Delegacia de Defesa da Mulher. Em relação à possibilidade de um novo pedido de prisão, o juiz deixa claro que, antes de mais nada, o devido inquérito feito pela Polícia Judiciária ainda precisa ser distribuído em uma das três varas criminais. “Enquanto isso não acontecer, não tenho competência funcional para analisar qualquer pedido de prisão”, finaliza.

Notícia retirada do Portal JC

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1 comentário

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Uma resposta para “Mulher ameaçada pelo ex não consegue proteção policial

  1. sandra c. de souza

    eu não acredito nessa lei maria da penha ,acho a justiça muito lenta para defender as familias que estão reféns dessas situação quem procura ajuda é porque realmente precisa mas infelizmente a justiça da o tempo suficiente para que esses monstros destruam vidas inocentes ,eu fico me perguntando para que serve a delegacia da mulher ,já que muitas que morrem pediram proteção e não foram protegidas ,acho que isso deveria de acabar ,mas para isso a justiça tem que comessar a funcionar no tempo certo.

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