Arquivo do mês: abril 2011

30 de Abril de 2011

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 Maria Neusa foi encontrada morta em um matagal depois de ter sido sequestrada três dias antes. O principal suspeito é o ex-marido, de quem estava em processo de separação e a já havia ameaçado diversas vezes, tendo Maria já registrado boletins de ocorrência contra ele.

Indaiatuba, SP

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Há 10 anos, ES concentra maior número de assassinatos de mulheres no país

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O Espírito Santo é o estado que concentra o maior número de mortes de mulheres no Brasil. Estudo aponta que o número de mortes no Estado é o dobro da média do país.

Na Delegacia da Mulher em Vila Velha, o número de inquéritos não para de crescer. O que acontece no município mais populoso do ES, é reflexo do que ocorre nos outros 77 municípios do Estado.

O Mapa da Violência aponta que em 1998 foram registrados no Estado 4,27 homicídios para cada grupo de 100 mil habitantes. Dez anos depois, o índice se manteve no mesmo patamar: 4,17 assassinatos para cada 100 mil mulheres.

No período analisado, o ES se manteve como o estado que concentrou o maior número de mortes, registrando mais do dobro de homicídios na comparação com a média nacional.

De acordo com o estudo, 40% dos homicídios de mulheres foram praticados dentro de casa. Já entre os assassinatos de homens, apenas 17% foram praticados nas residências.

Segundo a delegada Aparecida Rasselí Sfalsini, o motivo dessa violência é a idéia de poder. “Dentro de casa o homem se sente com poder. Então, eu acredito que é aí que ele vai extrapolar e a violência vai vir à tona. Ele vai colocar pra fora tudo que ele sofreu fora de casa.

De acordo com a delegada, a mulher deve ter vida social e se relacionar com vizinhos e amigos. “Uma maneira de prevenir a violência doméstica é participar da comunidade e não se isolar”, completou Aparecida.

Notícia retirada do Portal Folha Vitória

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Homem é preso acusado de estuprar as duas filhas adolescentes, em Pernambuco

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A Polícia Civil prendeu, no final da tarde da última quarta-feira (27), no município de Catende, na Mata Sul do Estado, um homem acusado de estuprar as próprias filhas. Edvaldo José da Silva, conhecido por “Val Oião”, de 36 anos, foi denunciado pela própria esposa que, ao tomar conhecimento dos abusos cometidos pelo marido às adolescentes de 12 e 14 anos, formalizou a queixa na delegacia.

Segundo a polícia, Edvaldo vinha mantendo relações sexuais com as garotas há, pelo menos, quatro anos. A polícia afirmou, ainda, quer as duas jovens resolveram procurar ajuda em pessoas ligadas a igreja que frequentavam.

O delegado Gustavo Garcia, responsável pelas investigações, solicitou de imediato o mandado de prisão preventiva do suspeito após os depoimentos das irmãs e da mãe.

No mesmo dia em que foi decretada a prisão, o acusado foi preso. Edvaldo José foi ouvido na Delegacia de Catende e transferido, logo em seguida, para o Presídio Rorenildo da Rocha Leão,  na cidade de Palmares, onde vai aguardar decisão da Justiça.

Notícia retirada do Portal Pe360graus

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Mulher passa três dias em mata após ser agredida pelo marido, no Pará

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Uma mulher passou três dias ferida em uma mata no Pará, após ter sido vítima de agressão pelo marido. Ela caminhou 5 km até conseguir ajuda.

Ela foi internada em um hospital, mas passa bem. O corpo e o rosto da mulher estão cheios de ferimentos. Os médicos se preocupam pela fato da mulher ter recebido diversas picadas de inseto.

Segundo testemunhas, o marido da vítima continua solto e vivendo em casa.

Notícia retirada do Portal R7

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Homem espanca esposa e provoca aborto de feto com 40 semanas, em Sergipe

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Mais um fato de violência contra a mulher é registrado no estado. Desta vez o marido espancou a esposa grávida e feto de 8 meses morre.

A dona de casa Roseleide Conceição Vitório, 31 anos, foi encaminhada e internada às pressas nesta quarta-feira (27), na Maternidade Nossa Senhora de Lourdes, após ser espancada pelo marido, em Canindé do São Francisco.

Roseleide estava grávida de oito meses e após a agressão, o feto acabou morrendo. Ela foi encaminhada à maternidade e atendida de imediato. Ela foi submetida a uma cirurgia de emergência, porem não foi possível salvar o feto.

Roseleide encontra-se internada e recebendo atendimento médico e segundo a assessoria de imprensa da maternidade, ela não corre risco de vida.

A assessoria de comunicação da Maternidade Nossa Senhora de Lourdes (MNSL) informa que é estável o estado de saúde da paciente Rosileide da Conceição Vitorino, 31. Moradora da zona rural de Poço Verde/SE, ela deu entrada na unidade de saúde às 13hs dessa quarta-feira, 27, encaminhada do município de Canindé de São Francisco/SE pelo Serviço de Atendimento Móvel – SAMU 192- com histórico de agressão física e feto morto.

Após ser submetida a uma cezariana, o bebê de 40 semanas (aproximadamente nove meses) foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML), onde deverá ser feita a investigação da morte. A paciente continua em observação e não há previsão de alta.

Notícia retirada do Portal Faxaju



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Instituto divulga dossiê sobre violência contra a mulher em 2010

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Analisando os dados de 2010, é possível observar que as mulheres continuam sendo as maiores vítimas dos crimes de estupro (81,2%), ameaça (65,4%) e lesão corporal dolosa (62,9%). Grande parte desses delitos ocorreu no espaço doméstico e no ambiente familiar.

Veja abaixo alguns destaques do Relatório.

Ameaça

As ameaças contra mulheres registraram o número de 49.950. São, aproximadamente, 137 vítimas por dia. Nesse sentido, verificou-se um aumento de 6,2% nas ameaças contra mulheres de 2009 para 2010. Somente nos municípios de Nova Iguaçu, Mesquita e Nilópolis, área que apresentou o maior número de vítimas em 2010, foram registradas 3.857 ameaças contra mulheres.

Mais da metade das mulheres vítimas de ameaça (50,2%) tinha o companheiro ou ex-companheiro como o provável autor desse delito. Sofreram ameaças por parte de pais ou parentes 9,9% das mulheres, e 12,5% delas foram vítimas de pessoa conhecida ou próxima.

Quanto ao perfil da mulher vítima, observou-se que 57,1% das mulheres que sofreram ameaça tinham entre 25 e 44 anos; 49,6% eram brancas, e 50,1%, solteiras.

O título “Ameaça – Lei 11.340”, utilizado especificamente para os casos de violência familiar ou doméstica, representou 35,7% do total de vítimas de ameaça. Em 2010, do total de vítimas de ameaça por violência familiar ou doméstica, 93,0% eram mulheres. Mais de 83,0% dos acusados de “Ameaça – Lei 11.340” eram companheiros ou ex-companheiros das vítimas.

Estupro

O dossiê mostra que do total das 4.589 vítimas de estupro em 2010, 81,2% eram do sexo feminino. O período também registrou um aumento de 25,0% no total de vítimas mulheres em relação ao ano anterior. Do total de 3.751 estupros praticados contra vítimas do sexo feminino, 53,5% referiam-se a “estupro de vulnerável”, ou seja, as vítimas eram meninas de até 14 anos de idade.

Em 50,5% dos casos, as vítimas de estupro conheciam os acusados (companheiros, ex-companheiros, pais, padrastos, parentes e conhecidos), 29,7% tinham relação de parentesco com a vítima (pais, padrastos, parentes) e 10,0% eram companheiros ou ex-companheiros. Os registros de estupro ocorridos no Estado do Rio de Janeiro em 2010 apresentaram uma média 313 mulheres vítimas por mês ou uma média diária de 10 vítimas de estupro do sexo feminino.

Sobre o perfil das vítimas de estupro do sexo feminino foi observado que 37,6% eram brancas, 43,6% eram pardas e 11,9% eram pretas; 77,3% eram solteiras; 23,2% tinham entre zero e 9 anos, e 30,3% tinham entre 10 e 14 anos de idade. Da análise desse crime, chama a atenção o aumento de aproximadamente 162% no número de vítimas de estupro do sexo feminino em Belford Roxo, que de 68 vítimas em 2009 passou para 178 em 2010.

Homicídio Doloso

Quanto ao homicídio doloso, 6,3% eram mulheres, totalizando 299 vítimas. Esse delito apresentou uma redução de 19,4% no total de 2010 em relação a 2009. Nesse sentido, a média mensal foi de 24 mulheres vítimas. Das 299 mulheres assassinadas, 37,4% tinham entre 18 e 34 anos; 44,3% eram pardas, 35,2%, brancas e 15,1%, pretas; 34,9% eram solteiras e 16,6% conheciam os acusados, sendo que 13,3% das vítimas eram ex-companheiras ou companheiras do provável autor do homicídio. Sobre a distribuição dos homicídios de mulheres segundo as AISP, verifica-se que a AISP20, nos anos de 2009 e 2010, foi a Área Integrada de Segurança Pública que registrou os maiores números de casos, totalizando 31 e 24 mulheres vítimas, respectivamente.

Lesão Corporal Dolosa

O delito lesão corporal dolosa apresentou um aumento de 1,1% no total de mulheres vítimas em comparação com 2009. Deste total, 45,8% das vítimas eram brancas, 39,3%, pardas e 13,3%, pretas; mais da metade (54,7%) tinha entre 18 e 34 anos; 55,6% eram solteiras e 32,2%, casadas ou “viviam junto”. Das vítimas, 50,9% eram companheiras ou ex-companheiras dos acusados.

Notícia retirada do Portal Vermelho


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Carta aberta de estudante agredida com tapa na cara por outro estudante na Unijorge e a resposta deste

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Carta aberta ao Movimento Negro em geral e ao Movimento de Mulheres Negra, em particular.

Por Nairobi Aguiar,
Comunico às organizações de Movimento Negro e demais Movimentos Sociais e, em especial, às irmãs que compõem as organizações de movimento de Mulheres Negras, que eu, estudante do quinto semestre de Historia UNIJORGE – Centro Universitário Jorge Amado-  fui agredida com um tapa na cara por um estudante que compõe a organização do Simpósio de História “Pesquisa histórica na Bahia” na referida faculdade.
Fui agredida fisicamente (com um tapa na cara!) por um homem branco, estudante, como eu, do 5° semestre do curso de história da UNIJORGE – Centro Universitário Jorge Amado. Enfatizo esse dado, por sabermos que o racismo e o machismo se articulam o tempo todo, para impedirem que pessoas como eu (preta “estilo favela!”) possam representar uma pequena minoria do curso de história (brancos, e classe média). Atualmente ocupo a posição de Coordenadora Acadêmica do Centro Acadêmico União dos Búzios, representação legítima dos estudantes do curso de história dessa Instituição.Inicialmente, estávamos organizando com a coordenação do Curso de História uma atividade acadêmica (o simpósio de história); Entretanto, da noite pro dia fomos retirados da organização com a explicação de que o evento não deveria ter envolvimento do movimento estudantil, por parte um dos palestrantes, e que não iríamos assinar os certificados por quem estava organizando era a instituição.

Quando chegamos, no dia anterior ao fato, encontramos esse grupo de estudantes com a camisa da organização do evento (que até então era da universidade), fizemos algumas intervenções falando sobre a institucionalização da atividade do movimento estudantil e sobre a apropriação intelectual da atividade. (Tudo isso causou incômodo à organização do evento – Coordenação e estudantes envolvidos no processo)

Quando cheguei à atividade, no dia seguinte, fui impedida de assinar a lista de presença, que me legitimaria ganhar o certificado de carga horária do evento. Todas as pessoas assinaram, quando chegou a minha vez a organização da atividade recolheu a lista, e eu perguntei num tom alto no meio da palestra:‘por que vou assinar a lista lá fora, já que todos assinaram aqui dentro?’ Na mesma hora todo mundo parou e me olhou… Esperei o evento acabar e chamei a coordenadora do curso pra pedir explicação, a mesma não deu atenção, acabei não comunicando sobre o ocorrido. Quando sai do evento me dirigi até o LUCAS PIMENTA (o agressor) e perguntei: ‘posso assinar a lista?’ Ele disse: “você é muito mau educada!”, eu o interrompi e falei, ‘não quero te ouvir, só quero saber se posso assinar, caso contrario vou conversar com a coordenação’. E ele disse: “Você ta tirando muita onda, não é de agora que eu to te aturando!” E me deu UM TAPA NA CARA! Quando eu falei que Eu sou oriunda do Movimento Negro, do Movimento de Mulheres Negras, e que não ia deixar barato que ia acionar a Lei Maria da Penha pra ele, ele se curvou e foi segurado pelos colegas enquanto tentava me dar murros.

Ao dizer “você ta tirando muita onda”  e em seguida me agredir o Sr Lucas Pimenta  revelou um sentimento de insatisfação, não apenas dele, isoladamente, mas de muit@s outr@s diante do fato de eu ser Coordenadora Acadêmica no CA de História da Jorge Amado. O fato de estarmos adentrando o espaço acadêmico, por si só, já fez membros da elite branca sentirem-se ameaçados. Mas, esse tapa na cara ocorre em retaliação a um fato mais insuportável ainda, para Lucas e demais membros da elite racista desse país: sou Negra “favelada”, jovem e o represento, em um espaço que o projeto genocida de Estado brasileiro historicamente  reservou para osbranc@s.
Por essas razões, conclamo meus irmãos e em especial às minhas irmãs para amanhã, na extensão desta atividade, manifestarmos politicamente a nossa indignação e repulsa, diante desse caso inequívoco de machismo e racismo.

Onde? Centro Universitário Jorge Amado – UNIJORGE (Paralela)
Concentração: 18h, praça de alimentação.
Retirada do Blog Caubblog
Atualização: 03 de Maio de 2011

Um leitor publicou nos comentários a resposta do acusado e aqui a reproduzimos:

“CARTA ABERTA À COMUNIDADE”

Estou utilizando esta mensagem para tentar restabelecer a verdade dos fatos em relação às acusações que me foram feitas. Acusações infundadas e que estão afetando a minha vida e a vida de minha família.

Trabalhei no SIMPÓSIO DE HISTÓRIA promovido pela Coordenação do Curso no CENTRO UNIVERSITÁRIO JORGE AMADO, pois acredito que eventos como estes permitem a mim e a meus colegas crescimento e aperfeiçoamento. Não me envolvi em nenhum dos aspectos políticos do evento, mas para eles fui arrastado em função do incidente ocorrido na instituição.

No segundo dia do Simpósio, recebemos a orientação da coordenação de que quem chegasse atrasado deveria assinar a lista de presença após o fim da palestra, para que não houvesse interrupção da apresentação do palestrante. Apesar desta orientação, a aluna do 5º semestre de história, mesmo tendo chegado atrasada exigiu assinar a lista de presença, gritando o meu nome dentro do auditório.

Retirei-me do auditório para que a confusão não interrompesse a palestra e um tempo depois a mesma aluna se dirigiu a mim com o dedo em riste na minha cara me chamando de “vagabundo, moleque de recado da coordenadora do curso”. Retruquei aos impropérios dizendo que ela estava sendo mal educada e ela elevou o tom de voz aproximando ainda mais o dedo de minha cara. Recuei, em atitude defensiva, afastando o dedo dela de meu nariz e pedindo que ela falasse baixo, quando a mesma, após este ato, começou a gritar descontroladamente, tentando-se fazer-se de vítima na lamentável situação que causara, dizendo que lhe desferir um tapa no rosto, sendo que o único contato físico foi ao afastar o dedo em riste, não passando sequer perto do rosto, passando longe do rosto dela, e ao me retirar ele desferiu em minhas costas uma série de tapas e disse que me acionaria pela lei Maria da Penha.

Acreditei que aquele infeliz evento seria resolvido dentro da universidade, através das normas estabelecidas pela instituição, mas a partir do dia seguinte fui surpreendido com diversas ameaças e mensagens discriminatórias, dirigidas a mim pelo meu perfil no Facebook – ameaças sérias e que me levaram a temer retornar a minhas atividades acadêmicas, a ir para escola onde estou estagiando e sair nas ruas. Em seguida, descobri que a aluna havia publicado em alguns blogs uma carta aberta me citando como agressor, racista e sexista, representante de uma elite branca masculina.

Além de me acusar de uma agressão que nunca ocorreu, como as testemunhas presentes poderão comprovar, atribuiu a mim palavras que eu não disse e deu a estas palavras a interpretação que lhe pareceu mais conveniente. A aluna também foi a um programa de TV de grande audiência, o “Hoje em Dia”, da TV Itapoan, repetir as afirmações a meu respeito, fazendo o dano já causado a mim, atingir também minha família.

Estou sendo julgado publicamente a partir apenas da acusação desta aluna, sem qualquer direito de defesa por não dispor dos contatos e recursos que ela possui em função de sua posição no CENTRO ACADÊMICO (C.A) e atividade profissional. Entendo a importância do C.A como interlocutor legítimo dos estudantes e também entendo que em função disto o C.A possa divergir da coordenação do curso, mas não entendo, e nem posso aceitar, que meu nome e o nome de minha família sejam utilizados como instrumento político no embate entre o C.A e a coordenação do curso.

A estudante afirma que eu pertenço a uma elite branca e masculina a partir exclusivamente da cor de minha pele e do fato de eu ser homem. A mesma não me conhece, não faz a mínima idéia de que não sou rico (fato facilmente constatável), e, portanto não sou pertencente à citada “elite”; e parece não ter notado que o grupo de brancos ao qual ela se refere, tem em sua maioria negros.

Fui criado pelos meus pais com base nos mais estritos princípios de respeito ao próximo. Participo de projetos de promoção cultural em diversas comunidades de Salvador, atuo junto a jovens em situação de risco e nunca agredi qualquer mulher ou homem. Mas desconhecendo tudo isto, a aluna me acusa de racismo e sexismo sem ponderar o impacto que estas inverdades terão sobre minha vida e a vida da minha família.

Vou trabalhar dentro de todas as possibilidades legais até que a verdade dos fatos seja restabelecida. Faço isso não apenas por mim e por minha família, mas também por acreditar que um membro de C.A legalmente eleito não deveria utilizar em seu embate com a coordenação uma estratégia como a que está em curso.

Não venho através desta carta aberta mostrar “a minha versão da história”, mas tentar esclarecer, que está em andamento um processo que pertence ao caso da política estudantil, onde meu nome está sendo utilizado sem qualquer ponderação sobre as consequências que as falsas acusações que me são feitas podem ter sobre minha vida e nem sobre os prejuízos que elas poderão trazer pra as minhas atividades presentes e futuras. Espero que as pessoas que me tem feito ameaças possam refletir um pouco melhor e antes de me condenarem, ou tentarem executar algum tipo de punição, acompanhem o restabelecimento da verdade dos fatos.

Mesmo temendo as ameaças que me foram feitas, retornarei a minhas atividades acadêmicas, pois pago a faculdade com bastante dificuldade. Portanto, venho através desta carta aberta afirmar que não sou agressor, sexista, racista e que não pertenço a qualquer elite nem grupos a qual me tenham acusado de pertencer. Espero poder continuar estudando e concluir minha graduação até que toda esta confusão tenha sido finalmente esclarecida.

Respeito, valorizo e me solidarizo com os movimentos negros e de mulheres. Mas estes estão sendo induzidos a erro por esta estudante, a qual de forma leviana vale-se da sua posição com a finalidade de prejudicar pessoa que nunca agiu, sequer por um momento, contra seus ideais e valores, os quais devem ser os ideais e valores de toda a sociedade brasileira. Atos como estes desonram e aviltam a memória e a luta dos heróis e mártires que a custa de tanto sofrimento cravaram em nossa Constituição os ideais de construção de uma sociedade livre, justa e solidária, pautada na dignidade humana e com vistas à promoção do bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.

Assinado Lucas Pimenta, estudante de história de pele branca, mas com sangue, carne e ossos da mesma cor do sangue, carne e ossos de todos os meus colegas do curso de história e de todos os cidadãos brasileiros, independente de cor, raça ou credo.”


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