Arquivo do dia: 24 de fevereiro de 2011

24 de Fevereiro de 2011

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Maria, 21 anos, foi assassinada pelo marido a golpes de faca.

Cipó, BA

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Arnilde, 15 anos, foi assassinada pelo pai, que se matou em seguida. Familiares afirmaram que ele tinha muito ciúme da adolescente, que estava grávida de 4 meses, e suspeitavam que ele abusava sexualmente dela, sendo inclusive o provável pai da criança que Arnilde teria.

Balsas, MA

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Isabel, 52 anos, foi assassinada supostamente por asfixia. O principal suspeito é o companheiro dela.

Uberlândia, MG

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Aline, 21 anos, foi assassinada com dois tiros na boca a caminho para o trabalho. Dois dos principais suspeitos do crime são um ex-namorado que não aceitava o rompimento e o outro um homem que a estuprou, foi preso e prometeu se vingar.

Conceição do Araguaia, PA

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Márcia, 32 anos, foi assassinada a facadas pelo ex-marido.

Brasília, DF

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Mulher de nome não revelado, 16 anos, foi encontrada morta e com suspeita de estupro nessa manhã. Ela foi vista pela última vez saindo com o marido, que está desaparecido.

Pentecoste, CE

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Cristiane, 21 anos, foi assassinada com 7 golpes de faca por homem que estava tentando manter um relacionamento com ela.

Santarém, PA

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Arquivado em Aline, Arnilde, Cristiane, Isabel, Maria, Márcia, Não identificada

“Na hora de fazer não chorou!”: Uma em quatro brasileiras sofre violência na hora do parto

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Uma em quatro brasileiras sobre violência na hora do parto

Xingamentos. Humilhações. Gritos. Exame de toque doloroso. Falta de tratamento para alívio da dor e de explicações sobre os procedimentos. Na hora do parto, 1 a 4 quatro mulheres sofre algum tipo de violência ou mau-trato em hospitais públicos e privados brasileiros.

Esses são os resultados do estudo “Mulheres brasileiras e gênero nos espaços público e privado”, realizado em agosto de 2010 pela Fundação Perseu Abramo e pelo Sesc. A pesquisa reúne entrevistas com 2.365 mulheres e 1.181 homens de 25 Estados do país.

Segundo o levantamento, 25% delas relataram ter sofrido algum tipo de violência, como: 10% passaram por exame de toque doloroso, 10% não receberam tratamento para alívio da dor, 9% não tiveram explicação sobre os procedimentos adotados, 9% ouviram gritos de profissionais ao serem atendidas, 8% não receberam atendimento e 7% ouviram xingamentos ou humilhações.

Ainda de acordo com o estudo, 23% delas ouviram de algum profissional algo como: “não chora que ano que vem você está aqui de novo”; “na hora de fazer não chorou, não chamou a mamãe”; “se gritar eu paro e não vou te atender”; “se ficar gritando vai fazer mal pro neném, ele vai nascer surdo”.

O estudo mostra que os casos de violência na hora do parto são mais frequentes no Nordeste (27%) e menos comum no Norte e Centro-Oeste (22%). Com relação aos municípios, os relatos são mais frequentes nas capitais (30%).

E os hospitais públicos são os que mais desrespeitam as pacientes. Dentre as que sofreram algum tipo de violência, 27% relataram casos na rede pública, 17% na rede privada e 31% em ambas.

Já entre as que ouviram frases desrespeitosas, 27% dizem que o caso ocorreu em uma unidade pública, 10% em particular e 14% em ambas.

Entre as mulheres que tiveram filhos naturais (71% da amostra), a maioria fez o parto só na rede pública (68%), 16% na rede privada, 8% em ambas e 9% em casa ou outros locais.

A idade média do primeiro filho foi de 21 anos e 3 meses para as mulheres e de 24 anos e 3 meses para homens. Entre elas, 6% tiveram o primeiro após os 30 anos. Entre eles, 12% tiveram o primeiro após os 30 anos.


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Adolescente de 17 anos mata ex-marido da namorada

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Homem é esfaqueado por adolescente e morre em Antônio Platina

Um homem foi esfaqueado e morreu, no final da noite de quarta-feira (23), por causa de ciúmes, em Santo Antônio da Platina (130 km de Londrina). Emerson José dos Santos de Oliveira, 20 anos, levou um único golpe no peito que comprometeu o funcionamento de órgãos vitais.

Segundo a Polícia Militar, o agressor foi um adolescente de 17 anos. Ele foi encontrado duas horas depois do incidente, após uma ligação ao disque-denúncia informando o local onde estava. O menor confirmou sua participação no crime, foi apreendido e levado para a Delegacia de Polícia Civil de Santo Antônio da Platina.

O motivo da briga seria ciúmes. O adolescente estava irritado porque Oliveira estava tentando falar com sua ex-mulher, que atualmente era namorada e morava com o menor.

O Corpo de Bombeiros foi acionado para fazer o atendimento médico, mas já encontrou Oliveira morto. Seu corpo foi encaminhado para o Instituto Médico-Legal.


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Ministro do STF reabilita juiz que atacou Lei Maria da Penha

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Ministro do STF reabilita juiz que atacou Lei Maria da Penha

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello determinou o retorno à ativa do juiz Edilson Rumbelsperger Rodrigues, da comarca de Sete Lagoas (MG). Em novembro do ano passado, ele foi suspenso por pelo menos dois anos, acusado de usar linguagem discriminatória e preconceituosa em sentenças nas quais considerou inconstitucional a Lei Maria da Penha. O magistrado também rejeitou pedidos de medidas contra homens que agrediram e ameaçaram suas companheiras.

A decisão do ministro do STF é liminar e pode ser contestada no plenário. Marco Aurélio Mello considerou o afastamento “inadequado” e afirmou que as afirmações do magistrado foram feitas de forma “abstrata”, sem se referir a uma pessoa em particular. Para ele, as sentenças do juiz são resultado de sua “concepção individual”.

“É possível que não se concorde com premissas da decisão proferida, com enfoques na seara das ideias, mas isso não se resolve afastando o magistrado dos predicados próprios à atuação como ocorre com a disponibilidade”, afirmou Marco Aurélio.

Em 2007, Rodrigues atacou a lei em algumas sentenças, classificando-a como um “conjunto de regras diabólicas”. Ainda segundo o juiz, a “desgraça humana” teria começado por causa da mulher.

“A vingar esse conjunto de regras diabólicas, a família estará em perigo (..) Ora, a desgraça humana começou no Éden: por causa da mulher. Todos nós sabemos, mas também em virtude da ingenuidade, da tolice e da fragilidade emocional do homem”, segundo trechos de decisões do juiz.

Rodrigues responde a processo administrativo no CNJ desde setembro de 2009. Na época, ele negou que tenha havido “excesso de linguagem” e se defendeu da acusação de preconceito.

“Eu não ofendi a parte e nem a quem quer que seja. Eu me insurgi contra uma lei em tese, e mesmo assim, parte dela. Combato um feminismo exagerado, que negligencia a função paterna, que quer igualdade sim, mas fazendo questão de serem mantidas intactas todas as benesses da feminilidade”, afirmou o juiz.

“Entre o excesso de linguagem e a postura que vise inibi-lo, há de ficar-se com o primeiro, pois existem meios adequados à correção, inclusive, se necessário”, afirmou o ministro do STF em sua decisão.

Matéria retirada do Portal G1


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