Arquivo do dia: 26 de janeiro de 2011

26 de Janeiro de 2011

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Maria Conceição, 40 anos, foi assassinada a facadas pelo companheiro. A família de Maria diz que ela estava tentando se divorciar, mas Rildomar não aceitava.

Aragarças, GO

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Marlúcia, 22 anos,  foi assassinada com dois golpes de faca pelo marido.

Afonso Cláudio, ES

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Rosângela, 32 anos, foi morta a facadas enquanto dormia pelo marido.

Salvador, BA

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Irani, 66 anos, foi encontrada morta e estuprada. Os reponsáveis pelo crime confessaram que estavam a mando do neto de Irani.

Pancas, ES

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Arquivado em Irani, Maria da Conceição, Marlúcia, Rosângela

Violência contra a mulher não tem desculpa, tem lei

Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180

A Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180 é um serviço ofertado pela SPM com o objetivo de receber denúncias ou relatos de violência, reclamações sobre os serviços da rede e de orientar as mulheres sobre seus direitos e sobre a legislação vigente, encaminhando-as para os serviços quando necessário. Além da importância de um serviço nacional e gratuito, que pode constituir uma importante porta de entrada na rede de atendimento para as mulheres em situação de violência, a Central tem se revelado bastante útil para o levantamento de informações que subsidiam o desenho da política de enfrentamento da violência e para o monitoramento dos serviços que integram a rede em todo o país. Atualmente, a Secretaria conta com informações atualizadas mensalmente sobre a oferta de serviços especializados em todas as unidades da federação, sobre o perfil das mulheres que procuram os serviços, sobre os principais problemas identificados nos serviços integrantes da Rede de Atendimento, sobre o número de relatos de violência recebidos por UFs e o tipo de violência reportada, entre outros.

 

 

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Rapaz de 20 anos que estuprou a mãe já está em presídio

Jovem que estuprou a mãe já está em presídio em Corumbá

O jovem detido ontem por estuprar a própria mãe no município de Ladário já está no presídio de Corumbá. Ele foi identificado apenas pelas iniciais E.J.G., de 20 anos, para preservar a identidade de sua mãe, de 53 anos. O filho foi autuado em flagrante por estupro e lesão corporal, violência doméstica.

Ele confessou ser usuário de drogas e disse que no momento do crime estava sob efeitos de entorpecentes e álcool. De acordo com o delegado da Polícia Civil de Ladário, Gustavo Bueno, o rapaz está arrependido de ter cometido o ato e afirma não se lembrar muito bem dos fatos por conta das drogas.

O crime aconteceu por volta das 5h30 de terça, no bairro Alto Floresta, após o rapaz chegar em sua residência. Após cerca de 1h de ter cometido o crime, o próprio autor acionou a polícia militar e confessou ter cometido o ato. Ele não tinha antecedentes criminais.

A vítima também foi agredida pelo filho e apresenta diversas lesões pelo corpo, principalmente no tórax. O delegado informou que o exame de corpo de delito já foi realizado e confirmou o crime.

 

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Em Janeiro já foram registrados 140 boletins de ocorrência de violência doméstica em Vitória

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Desde o dia Primeiro mais de 140 mulheres foram agredidas no ES

“Delegada diz que Lei Maria da Penha tem ajudado a reduzir violência doméstica

Claudia Dematté, delegada da Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher (Deam) de Vitória, diz que as pessoas acreditam que depois da Lei 11340/06 Maria da Penha as violências domésticas cresceram. mas ela garante que, ao contrário, diminuíram. ‘Vejo gente falando que aumentou a violência. Não é isso. Agora as mulheres estão sendo vistas. Estão sendo estimuladas. É uma lei nova, mas em pouco tempo se avançou muito. Muitas coisas foram alcanças. Inclusive consciência das mulheres. Os números mostram isso. Não tinha casa de abrigo, medida preventiva. Hoje existe uma rede de proteção’.

Segundo a delegada, ‘a violência contra mulher sempre existiu na sociedade. Isso é fruto de uma sociedade machista. Antes da Lei Maria da Penha, a maioria dos crimes contra a mulher eram considerados crimes de menor potencial ostensivo. São crimes que não davam margem a prisão do flagrante ao agressor, não davam margem a instauração de inquérito policial para apurar o fato. Eram crimes de competência do juizado especiais criminais. O que se tinha quando a mulher procurava a delegacia, era o que se chama de lavratura de existência circunstanciada. Procedimento mais simples que vai para o juizado especial’.”

Leia aqui a matéria completa

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Pai abusa de filha de 5 anos e a ameaça de morte para não contar

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Pai é preso acusado de abusar da filha de cinco anos

O repositor de mercadorias Márcio Coutinho Portilho, 30, foi preso por policiais militares da Companhia do Pedra 90, após abusar sexualmente da própria filha de apenas 5 anos de idade, no Residencial Sonho Meu, localizado no bairro.

O pedófilo foi levado para a Central de Flagrantes do Planalto, onde foi autuado pelo crime de estupro de vulnerável.

De acordo com as informações da mãe da criança, L. S. H, 30, a menina reclamou de dores na vagina, quando ela foi dar banho, por volta do meio-dia de domingo (23). Logo depois, a menina disse que o pai a tinha tocado com o dedo em suas partes íntimas.

L. levou a criança até a Policlínica do bairro Pedra 90, onde ela foi examinada por uma médica, que informou que o abuso tinha sido cometido, porém ela não tinha sofrido o estupro.

O pai da criança, Luciano, foi até a unidade de saúde e acabou preso pelos militares, que o encaminharam para a unidade da Polícia Judiciária Civil, onde ele prestou depoimento ao delegado plantonista Thormires Aroldo Godoy.

Para a autoridade policial, o repositor negou ter molestado da filha; ele informou que a criança sempre dorme com ele e com a esposa na mesma cama, mas jamais teria abusado da menina.

Depois de prestar as declarações para a polícia, o homem foi atuado pelo crime de estupro de vulnerável, que prevê uma pena de 8 a 15 anos de prisão, se for condenado pela Justiça. Márcio foi encaminhado para o Centro de Ressocialização de Cuiabá (antigo presídio do Carumbé), onde  irá aguardar pelo julgamento.

A  Delegacia Especializada dos Direitos da Criança e do Adolescente (Dedica) irá prosseguir as investigações sobre o crime de violência sexual. A delegada titular da unidade, Mara Rúbia, deverá instaurar um inquérito que irá apurar possíveis abusos anteriores cometidos contra a vítima.

Depoimento da mãe

Em depoimento prestado pela mãe da criança ao delegado plantonista Thormires Aroldo Godoy, ela disse que a filha revelou que os abusos já aconteciam há um bom tempo.

A menina só não disse antes porque era ameaçada de morte pelo pai, se contasse o que tinha ocorrido.

“Ela me contou que os abusos ocorriam já há vários dias, sempre quando eu saia para trabalhar. Ele a tocava com os dedos e batia. Além disso, ele dizia para ela não falar nada, senão iria matá-la”, revelou a mãe da criança.

 

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Técnico de enfermagem é acusado de abusar de menina de 11 anos durante atendimento

Técnico acusado de abuso

Servidor de enfermagem da policlínica local é acusado de tirar fotos das partes íntimas de paciente de 11 anos

ADILSON ROSA E DHIEGO MAIA
Da Reportagem

Um técnico em enfermagem da policlínica do Coxipó foi preso em flagrante acusado de estupro cometido durante a atividade profissional dentro da unidade. Renan Romel Tapajós da Silva, de 30 anos, foi preso depois de tirar fotos com seu celular das partes íntimas de uma menina de 11 anos, conforme denúncia da vítima. A prisão aconteceu na tarde de segunda-feira.

A paciente estava com dores e a médica plantonista pediu que fosse aplicada uma injeção intravenosa – pela veia do antebraço -, mas o funcionário teria levado a menina até a sala de injeção e pediu que tirasse as roupas de baixo e ficasse somente com a blusinha. Em seguida, conta a menor, ele exigiu que ficasse de quatro e fechasse os olhos.

A menina então percebeu que Renan pegou um celular e tirou várias fotos. Em seguida, sem obedecer a determinação da médica, aplicou-lhe uma injeção subcutânea – na musculatura – nas nádegas. A vítima, então, na saída, informou à avó sobre o fato. A mulher acionou a Polícia Militar. Levado para o Plantão Metropolitano, o técnico em enfermagem foi autuado por estupro de vulnerável.

Segundo a avó da menina, Rosângela Maria de Barros, ela ficou espantada com o relato da neta. “Foi isso mesmo que aconteceu? Tem certeza? Então, vou acionar a polícia”, respondeu a avó. PMs que foram até a policlínica localizaram o técnico em enfermagem, que estava de plantão. A avó acrescentou que Renan tentou se livrar do cartão de memória do celular, evitando a apreensão de provas. “Não sei se as fotos foram danificadas. Só sei que a polícia apreendeu tudo e levou para a delegacia, assim como o enfermeiro”, completou.

No Plantão Metropolitano, Renan negou que tivesse tirado foto da menina. Alegou a policiais plantonistas que apenas aplicou a injeção, como determinou a médica. Como a vítima tem menos de 14 anos, o crime é considerado estupro de vulnerável. A vítima ainda vive outro drama na família. Ela e a irmã são criadas pela avó. A mãe morreu afogada e o pai, assassinado. “É assustador o que aconteceu. Minha neta passou por tantos sofrimentos e agora mais este”, queixou-se a avó.

As investigações vão continuar na Delegacia de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente. Os policiais não souberam informar se existem outras vítimas do profissional. Com a medicação não foi aplicada corretamente, o delegado plantonista solicitou que a menina passasse por exame de corpo de delito. “A medicação aplicada de forma incorreta pode complicar até a médica”, observou um policial.

CORREÇÃO – O Conselho Regional de Enfermagem (Coren) vai abrir processo ético para investigar a denúncia de abuso sexual praticado pelo técnico em enfermagem contra a menina de 11 anos durante atendimento clínico. De acordo com o presidente do Coren, Vicente Pereira Guimarães, caso seja comprovado o crime, o suspeito pode perder o registro profissional. “Se o parecer for o da cassação, nós encaminhamos o pedido para o Conselho Federal de Enfermagem, o único que pode cassar o registro dele”, afirmou Guimarães. Mesmo sendo investigado, o Coren não pode afastar o suspeito das atividades profissionais. Segundo Guimarães, essa atitude restringe “o direito de defesa ao suspeito”, que é garantido por lei.

A direção da policlínica do Coxipó não quis se posicionar sobre o caso, mas decidiu afastar o suspeito das atividades até o término das investigações. A Saúde também informou que um processo administrativo já foi aberto para apurar a conduta do técnico, que atuava desde setembro na unidade do Coxipó.

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O valor de duas virgens. E de duas aspas.

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É impressionante que mesmo em casos como o das três adolescentes covardemente e brutalmente violentadas a mídia (grande parte) não se priva da oportunidade de deixar uma dose de veneno para temperar mais uma história envolvendo violência contra a mulher. A notícia das jovens estupradas após encontro marcado no Orkut, retirada do portal www.olhardireto.com.br, ainda que com uma abordagem bem digna no corpo textual, conseguiu honrar o backlash usando as aspas no termo estupradores e ênfase na virgindade das moças logo no título, dando um ar esquizofrênico à notícia. Deficiência gramatical ou de caráter mesmo? será que o responsável pelo título intencionou plantar uma dúvida no leitor, que o tal o estupro pode ter sido um “estupro”?

Além das petulantes aspas, a menção à virgindade. Ah, o hímen. Quanta responsabilidade designada a uma película que seria insignificante se não vivêssemos em uma sociedade que a considera um lacre de segurança das mulheres-objeto. Uma vez rompido o produto perde valor, assim como acontece em todas as mercadorias. Aprendi na faculdade de jornalismo que o título (nem sempre feito por quem escreve o texto) deve conter as informações mais importantes da matéria. Sendo assim, qual seria a relevância de se apontar quais das moças eram virgens ou não, além de permitir a mesma discussão machista que faz uso de todos os mecanismos possíveis para desqualificar a agressão sofrida por uma mulher estuprada, incluindo o fato de já ter tido algum contato sexual? Talvez ao mencionar a pureza de duas das adolescentes o autor do título, defensor da imparcialidade midiática, tentou equilibrar o posicionamento editorial já direcionado pelo par de sinais gráficos. É possível que o  ato não tenha sido tão indolor como as aspas diziam, afinal, eram virgens, parte fundamental do roteiro que compõe o grande crime. Até mesmo quando tenta (?) ficar do lado das adolescentes a suposta defesa vem recheada de sexismo. Estuprar uma virgem é atentar contra a honra e o direito do homem que a possuirá, que agora terá que se conformar com um produto usado, danificado. O altar oferecido às donzelas não existe para exaltá-las, mas valorizar o macho que será seu dono.

E mais uma vez vem a conclusão que incansavelmente se apropria de cada um dos nossos raciocínios: mesmo quando o crime fere diretamente nosso corpo, nossa alma, de todas as formas que se pode ferir alguém, nossa dor é questionada e nosso agressor se torna vítima também.

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