Um relacionamento marcado por brigas, separações e reconciliações, até terminar em morte. O Fórum de Santa Cruz do Sul recebe na manhã de hoje o julgamento de um homicídio motivado supostamente por ciúme, registrado na tarde de 22 de fevereiro do ano passado, no Bairro Bom Jesus. Pâmela Machado, 20 anos, foi alvejada na cabeça no Cachorrão do Roni, na Avenida Gaspar Bartholomay, pelo namorado, Roberto Carlos dos Santos, o Brou.
Funcionária do estabelecimento, a jovem lavava a louça quando foi baleada pelo namorado, que chegou de moto e invadiu o local. Segundo familiares, Brou frequentemente agredia a companheira, mas ela nunca registrou os casos na polícia. De acordo com a família, as brigas eram motivadas pelas cobranças de Pâmela para que Roberto arrumasse emprego, e também pelas desconfianças dele, movido por ciúme.
Santos acreditava estar sendo traído. O casal teve dois filhos, atualmente com três e dois anos. Também funcionária do cachorrão, a irmã de Pâmela, Priscila Mitereski, presenciou o crime. Ela relatou que o acusado entrou no local perguntando pela vítima, de revólver em punho. Priscila então segurou a mão onde estava a arma do acusado, que teria apertado o gatilho três vezes, para cima. A arma falhou e ele virou de costas, como se fosse embora. Mas, em seguida, se voltou novamente em direção de Pâmela e atirou.
A sessão está marcada para iniciar às 9 horas e será presidida pelo juiz Gerson Luiz Petry. Santos será representado pelo defensor público Fernando Rückert Scheffel. A acusação será do promotor Júlio César Medina.
MARGARETE
No dia 29 deste mês o Fórum recebe outro júri relacionado com um crime passional. Luciano Pereira da Luz, acusado pelo assassinato da assistente social santa-cruzense Margarete Inês Lawisch, em abril de 2009, será submetido a julgamento por homicídio triplamente qualificado – por motivo torpe (vingança), dissimulação e asfixia. Além disso, também é acusado pela ocultação de cadáver. Para o primeiro, se condenado, a pena pode variar entre 12 e 30 anos de detenção. Porém, o período ainda aumenta no caso de os jurados considerarem todas as qualificadoras, já que apenas uma é reconhecida, sendo as demais atreladas como agravantes.
O Ministério Público também deve pedir majoração pela Lei Maria da Penha, que aumenta a pena quando há violência contra a mulher. Pelo crime de ocultação de cadáver, a sentença varia de um a três anos de reclusão e multa. O juiz determinou ainda que Luciano continue detido até o dia do julgamento. Ele está recolhido no Presídio Regional de Santa Cruz do Sul. Margarete, então com 28 anos, foi assassinada a pauladas. O corpo só foi encontrado em 18 de abril, dois dias após Luciano, ex-companheiro da vítima, ter a prisão decretada.
Notícia retirada do Portal GAZ
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